Phnom Penh, Camboja

Phnom Penh, Camboja

Para quem leu o texto sobre Siem Reap, viu que viemos para Phnom Penh de ônibus, numa viagem que durou cerca de 6 horas, praticamente cruzando o país de oeste a leste.

Ficamos hospedados num hotel chamado Salita, no centro da cidade, porém era tão centro da cidade que, depois do hotel que ficamos em Siem Reap, acho que esperávamos mais. Mas independentemente disso,  com certeza é possível encontrar hotéis mais legais e em conta pela cidade.

Na manhã em que saímos para conhecer a cidade, fomos até o Monumento à Independência, também conhecido como Vimean Ekareach. Ele foi inaugurado em 1958 para celebrar o fim da colonização francesa e o início de uma nova etapa no país, porém hoje em dia é conhecido como um símbolo de memória de todos os falecidos durante a Guerra Civil do Camboja. O monumento é muito bonito, composto de uma flor de lótus e cabeças de naga (aquela serpente mística).

Monumento da Independência
Monumento da Independência

Visitamos também o Museu Nacional (aberto todos os dias, das 8am-5pm – USD 3 para entrar), que possui esculturas do Império Khmer de mais de 1000 anos atrás e está localizado ao norte do palácio real. Ele conta com mais de 5,000 obras de arte, dos séculos 7 à 13, esculturas, roupas de época, entre outras coisas… vale a pena conferir!

Museu Nacional
Museu Nacional

Em seguida, fomos até o Museu do Genocídio. Naturalmente ele fala sobre o genocídio que aconteceu no Camboja na década de 70. No passado, o lugar era a escola secundária Tuol Svay Prey e, durante o regime de Pol Pot, o colégio foi transformado na Unidade de Aprisionamento e Interrogatório S-21, ou Tuol Sleng, que em khmer significa “Montanha das Árvores Venenosas”. O lugar tem uma vibe bem pesada e só vale a pena pela história mesmo, porque pra quem não está interessado nisso, só vai lá pra ficar triste.

Almoçamos à beira do rio, no encontro do rio Mekong com o rio Tonle Sap e seguimos à tarde para mais passeios. Conhecemos o Palácio Real, que foi construído em 1866 pelo Rei Norodom e é a casa de Majesty Preah Bat Samdech Preah Norodom Sihanouk, Rei do Cambodia e da Majesty Preah Reach Akka-Mohesey Norodom Monineath Sihanouk, rainha do Cambodia (notem o tamanho dos nomes deles! Haha!). O palácio é aberto ao público (das 7:30am-11:00am e das 2:00pm-5:00pm) quando o Rei não está em casa. Um dos pavilhões do palácio foi um presente francês no século 20 e em uma das laterais do palácio está localizada a casa do elefante branco, usado apenas em ocasiões especiais, como um nascimento/ falecimento real ou casamentos. Eles acreditavam que elefantes brancos, por serem muito mais raros, eram seres dignos apenas de reis.

Algo engraçado foi que, para entrar, você paga um valor – na época USD 3, para entrar com máquina fotográfica, mais USD 2, e se for câmera de vídeo, mais USD 5.

Palácio Real
Palácio Real

Em seguida, visitamos a Silver Pagoda (do inglês Pagoda de Prata, pagoda é o nome dado à torres de estilo asiático, geralmente com propósito religioso), localizada dentro do Palácio Real e que recebeu este nome por causa do chão, feito com mais de 5,000 ladrilhos de prata (banhados à prata). Ela possui um Buda de ouro (banhado à ouro) com 9,584 diamantes, pesando 90 kgs e um pequeno Buda de cristal do século 17, além de ‘pegadas’ de Buda e vimos também a área antiga do palácio, que está coberta com partes/ episódios do Ramayana.

Á noite, fomos passear no mercado noturno da cidade, conhecido como Phsar Reatrey, aberto de 6ª à domingo, das 5pm à meia noite. Encontramos por lá desde roupas baratas, seda, arte e souvenirs até comidas típicas. As ruas próximas do mercado estavam sempre lotadas de carros, o que dificultou a nossa volta para o hotel e tivemos que sair correndo para ir pro aeroporto com destino ao Vietnã.

 

Mercado Noturno
Mercado Noturno, Phnom Penh, Camboja

No aeroporto compramos semente de flor de lotus para experimentar, parecia amendoim, uma delicinha! 🙂

Algo muito interessante que vimos no aeroporto foi uma despedida… Trabalhadores cambojanos se despedindo de seus familiares e indo trabalhar na Coréia. Eram muitos, mas muitos mesmo! Todos com o mesmo uniforme, um macacão azul, e muitas famílias chorando, tristes… =/ Aparentemente a emigração em busca de emprego é comum pelo sudeste asiático.

Algumas comidas que devem experimentar quando estiverem por lá: sopa de noodles e churrasquinho de carne. Prove também frutas (lichia, fruta do dragão, etc.) e flores (flor de lótus e fragrante rumdul, uma flor natural do Camboja). Caso você se interesse, pode consumi-las acompanhadas pela Klang Beer, a cerveja local.

Outro lugar para se visitar em Phnom Penh é o Wat Phnom – um templo Budista do século 14, a estutura religiosa mais alta da cidade, feita manualmente pelo homem, com cerca de 27m de altura. O templo foi reconstruido em 1926 e ganhou uma “nova cara” em 1998. Hoje possui a mais alta ‘montanha artificial’ de Phnom Penh.

Para mais informações, entre neste link, sobre o Turismo do Camboja.

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